Mar

Por entre a frescura do mar,
Por entre o sol que aquece o corpo
Reencontro um lar, um espaço, um encontro.
O sol bate no mar, acaricia-o,
Ao mesmo tempo o mar ignora o sol acariciando a areia com toda a paixão.
Sentir a areia, o mar,
Fecho os olhos,
É tempo de relaxar,
Num momento perdido por entre ondas a rebentar,
Duas mãos estranhas cruzam-se,
Deixam-se ficar.
Dois corpos estendidos
Trocam energia através de um toque de cinco pontas.
A mão estende-se ao longo do corpo como que a conhecer um novo rumo,
O Mundo pára,
Só existem os dois e a praia!
Têm vontade de se explorar,
Têm vontade de o tempo parar,
Mas há um braço que se cruza,
Criando uma distância.... um afastamento,
Eu sou areia e quero-te sentir,
Tu és mar e só apareces quando há rebentamento,
Deixa-te ser maré cheia, mar vivo, deixa a maré vazia..
Vem, toca, acaricia...
11 Outubro 2009